quinta-feira, 24 de junho de 2010

Desta vez




Essa música me lembra um filme
Me lembra um amor
Me lembra domingo
Me lembra sofá
Essa musica traz todas as lembranças
Essa musica me lembra lagrimas contidas
Essa música me lembra um abraço
Essa música me lembra sorrisos
Sonhos, planos
Essa musica me lembra um amor perdido no meio do caminho


Desta Vez

Esta noite, o céu acima
Me lembra de você, amor
Andando através do inverno
Quando todas as estrelas brilham
O anjo na escada
Irá lhe dizer que eu estava lá
Sob o alpendre frente a luz
Em uma noite misteriosa

Estive sentado vendo a vida passar sobre mim
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas
Gostaria de saber o que poderia acontecer se eu deixasse tudo isso para trás
Com o vento soprando ás minhas costas? Talvez eu pudesse te desligar da minha mente
Desta vez

As luzes de neon dos bares
E faróis dos carros
Teriam iniciado uma sinfonia
Dentro de mim
As coisas eu deixaria para trás
Teriam derretido em minha mente
E agora há uma pureza
Dentro de mim

Estive sentado vendo a vida passar sobre mim
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas
Gostaria de saber o que poderia acontecer se eu deixasse tudo isso para trás
Com o vento soprando ás minhas costas? Talvez eu pudesse te desligar da minha mente
Desta vez

Estive sentado vendo a vida passar sobre mim
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas
Gostaria de saber o que poderia acontecer se eu deixasse tudo isso para trás
Com o vento soprando ás minhas costas? Talvez eu pudesse te desligar da minha mente
Desta vez

terça-feira, 22 de junho de 2010

5 aberturas de sonetos




1. Luiz Vaz de Camões (1524 – 1580):

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança,
Todo mundo é composto de mudanças,
Tomando sempre novas qualidades.


Mais de 400 anos atrás, Camões já tinha entendido que as coisas passam, que tudo muda, dos aspectos mais externos aos mais internos. A sabedoria do autor de Os Lusíadas estava em perceber isso e não ficar aborrecendo o leitor nem com choradeiras pelo que já tinha ido, nem com recomendações para que se tentasse parar o curso da vida.



2. Alphonsus de Guimaraens (1870 – 1921): O Náufrago

E temo, e temo tudo, e nem sei o que temo.
Perde-se o meu olhar pelas trevas sem fim.
Medonha é a escuridão do céu, de extremo a extremo.
De que noite sem luar, mísero e triste, vim?


O velho Alphonsus, que mudou até o nome para ficar mais conspícuo, soube dar uma competente noticia da sensação de estar perdido: como um naufrago, o sujeito teme, teme tudo e teme o desconhecido, que é o pior dos inimigos.



3. Augusto dos Anjos (1884 – 1914): Versos Íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua ultima quimera.
Somente a Ingratidão – esta quimera –
Foi tua companheira inseparável!...


Um clássico escolar, um raro poema capaz de encantar adolescentes rebeldes e sem paciência para a leitura. Por quê? Porque o soneto inventa uma distancia adequada em relação ao problema da desilusão, que todos nós conhecemos.



4. Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987): Soneto da Perdida Esperança

Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
Passaria sobre o meu corpo


Aquela suave melancolia que o poeta maior cultivou como poucos aqui aparece na forma de crônica breve da vida urbana moderna: nem chega ser uma vontade de suicídio, mas um desconsolo pela solidão geral, acachapante, inevitável – mas isso dito de modo ameno, justapondo o bonde e a esperança, o concreto e o abstrato, o chão e o sublime.



5. Vinicius de Moraes (1913 – 1980): Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento


Uma cantada irresistível, em forma de declaração de intenções relativas a fidelidade, escrita por um homem que teve vários amores – mas cada um absoluto, como ele diz nos dois últimos versos: “Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure”.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dane-se o passado



Andei dando uma espiada nos arquivos aqui do meu queriiido blog e não achei nenhuma postagem sobre uma das minhas mulheres.

Vi o filme sobre a vida dela (Piaf - Um Hino ao Amor), li um pouco mais sobre ela, escutei as músicas e vi as letras.

Uma das letras tem muito a ver comigo e compartilho com vocês


Je ne regrette rien
Charles Dumont e Michel Vaucaire

Non! Rien de rien ...
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal tout ça m'est bien égal !

Non ! Rien de rien ...
Non ! Je ne regrette rien...
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé!

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux !

Balayés les amours
Et tous leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro ...

Non ! Rien de rien ...
Non ! Je ne regrette nen ...
Ni le bien, qu'on m'a fait
Ni le mal, tout ça m'est bien égal !

Non ! Rien de rien ...
Non ! Je ne regrette rien ...
Car ma vie, car mes joies
Aujourd'hui, ça commence avec toi !



Não! Eu não lamento nada (1)

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)


Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus "tremolos" (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!


Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!

(1) Poderia ser "não me lamento de nada"
(2) Seria um pouco mais pesado, tipo "dane-se o passado", mas, acho que fica melhor assim.
(3) O sentido é de queimar as lembranças, como se fosse acender uma lareira
(4) A letra se refere ao "tremolo" musical, que o Houaiss refere como sendo tremolo mesmo, em português, ou "vibrato"


Referências: http://www.bibi-piaf.com/musicas_html/je_ne_regrette_rien.htm
http://www.123playlist.com/search/mp3/1/je-ne-regrette-rien.html

Copa do Mundo 2010 - África (as vuvuzelas)





Isso deve ter começado mais ou menos assim: um (in)feliz africano viu essa corneta em algum lugar em alguma TV e teve a idéia de disponibilizar esse instrumento na África. Aí conseguiu convencer outro africano ou provavelmente tenha ido ele mesmo num estádio torcer pro seu time de rugbi ou de futebol.

Chegando lá, começou a assoprar a corneta. Os outros viram e acharam legal e quiseram fazer igual. Assim disseminou-se a corneta na África.

Tendo sido assim ou de outra maneira o que importa é que todos os africanos sopram incansavelmente a vuvuzela. Azar o nosso (meu) que vou ter que aguentar esse barulho durante as transmissões. Ainda bem que não fui assistir os jogos. Eu ia ser preso na África por assassinar um africano com uma vuvuzela enfiada no ... na boca.

Tenho certeza que seria infinitamente mais bonito se meus queridos ancestrais entoassem seus cantos tribais ou qualquer outra canção africana nos estádios. Mas alguém os convenceu que aquele barulho sem sentido é bonito, então da-lhe vuvuzela.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Não me venha mais com amor

Conheci ontem a noite a nova música da Marina Lima com o título "Não me venha mais com amor". Decidi posta-la aqui porque tem muito a ver com meu atual momento. Não vou escrever detalhes sobre isso, pois não tem motivo.
Então vou deixar o vídeo e a letra (extra-oficial) da música:



Não me vem que dessa você não se safa
Só eu sei te dar o melhor
Noites de subir pelas paredes altas
Noites de incendiar o lençol
Noites de ver estrelas sob o teto do quarto
Noites de apurar o sabor
Noites inteiras com manobras de risco no ato
Só não me venha mais com amor
A noite nos impõe essa cadencia farta de fluir e requebrar
Ondas violentas, olhos de ressaca
Salve as noites de se afogar
Quando pinta uns medos e uns pensamentos
Desses de esfriar o calor
Lembro das noites que tivemos de goza e rebento
Só não me venha mais com amor
Só não me venha mais com amor
Só não me venha mais com amor

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