Eu maximizo alegria e felicidade quando meus problemas e minha tristeza tentam ser mais fortes que a minha força.
Pelo menos por alguns momentos eu consigo acionar esse mecanismo para esquecer a escuridão.
Eu já comprovei algumas teorias. E estou comprovando outras teorias relacionadas a mim mesmo.
Eu devo ter alguma maldição. Se eu não tiver, talvez o tempo vai me responder ou devo ter algum defeito muito sério que as mulheres não gostam e até hoje eu não sei.
Quem me quer tanto quanto eu espero que me queira eu não quero. E todas que eu quis até hoje, ou não me quiseram ou ficaram comigo apenas por um breve período de tempo.
Existem muitas músicas que dizem que nada é pra sempre, que o pra sempre sempre acaba, etc.
Eu sempre fui teimoso com isso e sempre quis contrariar estas estrofes.
Não sei se escolhi sempre o jeito mais difícil, me relacionando com pessoas que moram em cidades distantes.
Coisa complicada isso de namorar alguém que mora longe.
Difícil amadurecer a confiança.
Difícil amadurecer o bolso com tantas viagens e gastos telefônicos quando você paga muitas contas.
Difícil matar no peito e aguentar a saudade, a vontade, a tristeza.
Sempre desconfiei de amores e paixões arrebatadoras que surgem em uma semana.
Eu sempre começo um namoro me perguntando até quando vai durar.
Sempre deixo um dos meus pés lá atrás.
E mesmo assim, por amar, me dedicar, me doar de corpo e alma pra alguém, é difícil não ser derrubado por uma profunda tristeza e decepção.
Sempre maximizei o aprendizado de todas as situações, inclusive estas.
Tirar algo bom de alguém ou de alguma coisa.
Ver o lado positivo.
Dessa vez, talvez eu aprenda que quando eu tomo decisões, por mais que a tentação seja grande, vou fugir pra bem longe da paixão.
E só vou me entregar quando eu cansar de correr e quando os argumentos forem fortes e sinceros e quando o querer for muito, for concreto e for pra sempre.
E quando eu me entregar, que eu seja um soldado me entregando ao inimigo mais cruel e que as minhas informações morram comigo, seja num tumulo ou seja numa cama.
E que as minhas juras de amor parem por sentir sede e fome de algo profundamente sincero e intenso e recíproco.
Sei que talvez um dia desses, amanhã talvez, tudo isso que eu falei vai se desfazer como poeira no vento e eu vou estar fazendo tudo que eu falei que não ia fazer, talvez com a mesma pessoa, ou talvez com outra.
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