Eu maximizo alegria e felicidade quando meus problemas e minha tristeza tentam ser mais fortes que a minha força.
Pelo menos por alguns momentos eu consigo acionar esse mecanismo para esquecer a escuridão.
Eu já comprovei algumas teorias. E estou comprovando outras teorias relacionadas a mim mesmo.
Eu devo ter alguma maldição. Se eu não tiver, talvez o tempo vai me responder ou devo ter algum defeito muito sério que as mulheres não gostam e até hoje eu não sei.
Quem me quer tanto quanto eu espero que me queira eu não quero. E todas que eu quis até hoje, ou não me quiseram ou ficaram comigo apenas por um breve período de tempo.
Existem muitas músicas que dizem que nada é pra sempre, que o pra sempre sempre acaba, etc.
Eu sempre fui teimoso com isso e sempre quis contrariar estas estrofes.
Não sei se escolhi sempre o jeito mais difícil, me relacionando com pessoas que moram em cidades distantes.
Coisa complicada isso de namorar alguém que mora longe.
Difícil amadurecer a confiança.
Difícil amadurecer o bolso com tantas viagens e gastos telefônicos quando você paga muitas contas.
Difícil matar no peito e aguentar a saudade, a vontade, a tristeza.
Sempre desconfiei de amores e paixões arrebatadoras que surgem em uma semana.
Eu sempre começo um namoro me perguntando até quando vai durar.
Sempre deixo um dos meus pés lá atrás.
E mesmo assim, por amar, me dedicar, me doar de corpo e alma pra alguém, é difícil não ser derrubado por uma profunda tristeza e decepção.
Sempre maximizei o aprendizado de todas as situações, inclusive estas.
Tirar algo bom de alguém ou de alguma coisa.
Ver o lado positivo.
Dessa vez, talvez eu aprenda que quando eu tomo decisões, por mais que a tentação seja grande, vou fugir pra bem longe da paixão.
E só vou me entregar quando eu cansar de correr e quando os argumentos forem fortes e sinceros e quando o querer for muito, for concreto e for pra sempre.
E quando eu me entregar, que eu seja um soldado me entregando ao inimigo mais cruel e que as minhas informações morram comigo, seja num tumulo ou seja numa cama.
E que as minhas juras de amor parem por sentir sede e fome de algo profundamente sincero e intenso e recíproco.
Sei que talvez um dia desses, amanhã talvez, tudo isso que eu falei vai se desfazer como poeira no vento e eu vou estar fazendo tudo que eu falei que não ia fazer, talvez com a mesma pessoa, ou talvez com outra.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Parecido
Lá onde sopra o vendo mais forte e teus cabelos se divertem.
Onde o céu exibe na sua tela, a lua.
E as estrelas são coadjuvantes.
Lá onde o caminho é mais cru.
E a caminhada é mais nua.
Onde o silêncio é acolhido como companheiro.
E teus olhos ecoam a beleza até o fim.
Teu berço.
Além dos teus gestos, os olhos selvagens de quem espreita.
Lá onde o tempo passa como no principio.
Onde o que te espera não é concreto.
E as únicas notas, são os acordes ancestrais da vida.
Além dos nossos desejos, a fome.
Teus valores.
Lá onde a felicidade é ser
Aonde a liberdade vai presa com a responsabilidade.
E a certeza de que amanhã tudo vai existir exatamente como ontem.
Onde o ciclo não é monotonia e sim regra.
Lá onde a existência é respeito.
E o que morre é paz.
Onde o que muda é o exterior.
E o intimo é original somente aperfeiçoado.
Lá onde os vagalumes se beijam.
E teu coração encontra motivo pra bater forte.
Teu toque é permitido como convite, faísca e ponte.
Lá onde todos os teus medos não tem espaço.
Onde tua bagagem contém só o essencial ao espírito.
E todos os sorrisos e palavras e olhares pintam a verdade.
Lá onde eu deveria morar.
Eu moro.
Lá onde o amor não traz feridas.
Onde todas as luzes, cores e sons estão em sintonia com teus movimentos.
Como se fosse uma dança ensaiada no mais perfeito roteiro no mais perfeito cenário.
Parecendo um sonho medido peça por peça como se fosse imaginado por Deus.
Algo que nem os anjos pudessem imaginar melhor.
Lá onde o amor acontece assim até o fim.
E teu coração sabe o que é começar e continuar sem ponto final.
Onde o céu exibe na sua tela, a lua.
E as estrelas são coadjuvantes.
Lá onde o caminho é mais cru.
E a caminhada é mais nua.
Onde o silêncio é acolhido como companheiro.
E teus olhos ecoam a beleza até o fim.
Teu berço.
Além dos teus gestos, os olhos selvagens de quem espreita.
Lá onde o tempo passa como no principio.
Onde o que te espera não é concreto.
E as únicas notas, são os acordes ancestrais da vida.
Além dos nossos desejos, a fome.
Teus valores.
Lá onde a felicidade é ser
Aonde a liberdade vai presa com a responsabilidade.
E a certeza de que amanhã tudo vai existir exatamente como ontem.
Onde o ciclo não é monotonia e sim regra.
Lá onde a existência é respeito.
E o que morre é paz.
Onde o que muda é o exterior.
E o intimo é original somente aperfeiçoado.
Lá onde os vagalumes se beijam.
E teu coração encontra motivo pra bater forte.
Teu toque é permitido como convite, faísca e ponte.
Lá onde todos os teus medos não tem espaço.
Onde tua bagagem contém só o essencial ao espírito.
E todos os sorrisos e palavras e olhares pintam a verdade.
Lá onde eu deveria morar.
Eu moro.
Lá onde o amor não traz feridas.
Onde todas as luzes, cores e sons estão em sintonia com teus movimentos.
Como se fosse uma dança ensaiada no mais perfeito roteiro no mais perfeito cenário.
Parecendo um sonho medido peça por peça como se fosse imaginado por Deus.
Algo que nem os anjos pudessem imaginar melhor.
Lá onde o amor acontece assim até o fim.
E teu coração sabe o que é começar e continuar sem ponto final.
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