domingo, 21 de março de 2010

Carpe diem

Viva cada dia como se fosse o último. Viva intensamente. Quantas vezes ouvimos isso ou afirmamos que fazemos isso. E quantas vezes realmente fazemos isso? E como fazemos isso? Como é viver cada dia como se fosse o último ou viver intensamente? Eu já perdi a conta dos adjetivos que me foram atribuídos por viver em alta velocidade.
Sigo minha lógica particular de lidar com o mundo, com as pessoas e com os problemas. Por esse motivo, cheguei à conclusão definitiva que nasci na época errada ou talvez no planeta errado. Você já sabe disso se leu um texto abaixo.
Na última vez que saí na balada, quase morri. Meu amigo me perguntou se eu pensei que o mundo ia acabar naquele sábado. Nos amores eu sigo a lógica de quem pula de bungee jump. Tem um pequeno risco envolvido, no qual a corda pode arrebentar, do lado mais fraco. Mas eu me jogo mesmo. Isso sempre foi difícil pras pessoas entenderem. Porque eu abdico de certas regras na vida e no amor. Prefiro não seguir muitas regras que a maioria segue. O meu roteiro é diferente. No meu mundo não existem dissimulações, nem jogos. Se eu sinto vontade eu falo, se eu gosto, eu digo, se eu amo eu digo. E eu nunca disse “eu te amo” da boca pra fora ou com segundas intenções. Todos foram sinceros. O problema está nas regras e no roteiro. Quem disse que quando a gente diz “eu te amo” tem que ser amor pra casamento? Um bom exemplo são pessoas que não sabem receber um elogio e responder com educação com um simples “obrigado”. Alguns seres que eu conheço acham que é um pedido de casamento. Aquele texto lindo da Veronica Shoffstall, Depois de um tempo, diz muito sobre o que estou tentando falar. E outro texto, atribuído a Arthur da Távola, também diz que amor se vive.
Já pensei se eu tenho um manual ou se é preciso de um pra lidar comigo. Mas acho que não. O problema é mesmo o roteiro e as regras. Ou as pessoas tem medo de velocidade (risos). O importante que vocês devem saber é que eu vivo intensamente mesmo e não sei viver de outra maneira. Eu brigo mesmo quando algo não está certo. E me apaixono mesmo quando me encanto. E me desapaixono quando sinto cheiro podre de coisas que não gosto. Eu não sei o que vai acontecer amanhã e por isso decidi ser completamente livre e dizer “eu te amo” pra quem eu amo e demonstrar todo meu carinho e ajudar sempre que precisarem de ajuda. Esse meu jeito de viver tem seus prós e contras. A maioria do povo sempre vai achar você maluco por ser assim. Ninguém mais entende um simples gesto de carinho ou simplesmente de ajuda. Saibam que comigo só está o que me interessa. Em mim só vive o que me faz bem. De mim você terá o melhor até me mostrar que não quer mais. Pureza e nobreza no coração são essenciais dentro de ti pra conseguir se encontrar comigo. Acima de tudo muita paciência e compreensão pra entender meus defeitos, pra esperar eu chegar e pra aceitar minha velocidade.
Eu tenho um medo das coisas que eu escrevo. Primeiro porque tenho medo da força das minhas palavras. Elas sempre se voltam contra mim. SEMPRE! Eu digo uma coisa e lá vem a mão do destino me mostrar outra coisa. Eu afirmo categoricamente uma coisa e lá vem o dedo apontar ou colocar outra coisa no meu caminho. Segundo porque hoje as pessoas entendem o que bem quiserem. Por isso, quero deixar claro que eu não saio gostando ou dizendo eu te amo pra todas as pessoas que encontro. Eu conheço primeiro e se eu gostar, pronto. Se eu gostar muito, pronto. Paixão acontece e pronto. Fez coisa errada eu fico triste, às vezes falo, às vezes brigo e desgosto com a mesma rapidez. Se não tem reciprocidade, eu simplesmente abandono. Alias reciprocidade é uma coisa rara quando o que prevalece são os interesses. Pare, olhe, escute. Tudo gira em torno dos interesses.
Digo pra vocês que apesar de eu ser intenso, depois de um tempo eu aprendi a desacelerar. E aprendi a ser sutil. E por isso já me apaixonei e ela não ficou sabendo. Já amei e fui tão sutil que ela não percebeu.

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