Por qual caminho vai um coração castigado?
Quais escolhas faz um coração calejado?
Como caminha um gato escaldado?
Afinal, existe um rio de lágrimas?
O tamanho deste rio equivale ao tamanho do coração e consequentemente ao tamanho do amor que se tem pra dar?
Já não consigo mais chorar por motivos tristes, nem por mágoas e decepções.
Pra onde vão a razão e a lógica quando um coração está efervescente de paixão?
Qual a dependência do teu querer e do teu amor?
Por que a rebeldia do desejo?
quarta-feira, 31 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Vida
O mundo gira enquanto durmo, e para no momento em que acordo. Não tenho idéia de onde vem a sensação de que perdi o mais importante, que cheguei atrasada, ou que não chegarei por dormir 8 horas de um dia. Porém, o que fazer nestas outras 16? Trabalho percurso, ir, vir, conversar, falar, blá e blá. Lazer de fim de festa? Povo reunido? Mas quem? Mas como?
Um dia desses queria dar uma passada na Lua, no outro queria apagar um incêndio, cuidar uma enfermidade. Poxa, acho que trago isso de criança. Mas como em tudo que quero na vida, segundo aqueles que me rodeiam, estudar é a chave. Então, pela manhã estudo para ser astronauta, a tarde para ser médica e depois a noitinha para ser bombeira. Fácil! Em alguns anos estarei dando meu primeiro passo na lua e lá saberei que alguém está morrendo por eu não estar na terra e que um prédio em chamas cai neste momento e eu não estava de prontidão. Pronto, cadê o mérito de não se fazer presente. Dizem que na antiguidade os Deuses regiam nossas habilidades e nosso caminho. Poxa! Bem mais fácil, imagine! Tendo proteção e aceitando este caminho, não existem erros e diminui a responsabilidade. Pois bem, não quero hoje me afastar das minhas responsabilidades não quero ser mais uma nem desmerecer ninguém, não quero a vitória sem dar uma passada pela derrota, nem a riqueza sem que a pobreza tenha me acompanhado por uns tempos. Isso no bolso, isso na alma. Largada e desleixada, dia sim, dia não. Responsável e admirável dia sim, dia não. A alternância é a regra daqui para frente e o povo que se segure como na voz de um piloto. Apertem os cintos para que tudo decole com a voracidade da marola de um pesqueirinho de um lugar. Como na contradição do sim pelo não ou mesmo do sim simplesmente pelo sim. Vontades, sonhos e a velha balela. Caminhando, caminhando, força nas pernas é o que busco.
A mim desejaria sorte, mas não é bem a questão. A mim desejaria sucesso, mas menos ainda faz parte. A mim desejaria um longo caminho de pedras, pés rachados pelo calor, mãos grossas pelo lavrar, olhos abertos e bom senso. A mim desejaria a vida! E no final, um momento sentado ao por do sol e mala cheia. É isso aí!
Texto de autoria de uma amiga. Tem a ver comigo, além de eu ter achado lindo.
Um dia desses queria dar uma passada na Lua, no outro queria apagar um incêndio, cuidar uma enfermidade. Poxa, acho que trago isso de criança. Mas como em tudo que quero na vida, segundo aqueles que me rodeiam, estudar é a chave. Então, pela manhã estudo para ser astronauta, a tarde para ser médica e depois a noitinha para ser bombeira. Fácil! Em alguns anos estarei dando meu primeiro passo na lua e lá saberei que alguém está morrendo por eu não estar na terra e que um prédio em chamas cai neste momento e eu não estava de prontidão. Pronto, cadê o mérito de não se fazer presente. Dizem que na antiguidade os Deuses regiam nossas habilidades e nosso caminho. Poxa! Bem mais fácil, imagine! Tendo proteção e aceitando este caminho, não existem erros e diminui a responsabilidade. Pois bem, não quero hoje me afastar das minhas responsabilidades não quero ser mais uma nem desmerecer ninguém, não quero a vitória sem dar uma passada pela derrota, nem a riqueza sem que a pobreza tenha me acompanhado por uns tempos. Isso no bolso, isso na alma. Largada e desleixada, dia sim, dia não. Responsável e admirável dia sim, dia não. A alternância é a regra daqui para frente e o povo que se segure como na voz de um piloto. Apertem os cintos para que tudo decole com a voracidade da marola de um pesqueirinho de um lugar. Como na contradição do sim pelo não ou mesmo do sim simplesmente pelo sim. Vontades, sonhos e a velha balela. Caminhando, caminhando, força nas pernas é o que busco.
A mim desejaria sorte, mas não é bem a questão. A mim desejaria sucesso, mas menos ainda faz parte. A mim desejaria um longo caminho de pedras, pés rachados pelo calor, mãos grossas pelo lavrar, olhos abertos e bom senso. A mim desejaria a vida! E no final, um momento sentado ao por do sol e mala cheia. É isso aí!
Texto de autoria de uma amiga. Tem a ver comigo, além de eu ter achado lindo.
domingo, 21 de março de 2010
Carpe diem
Viva cada dia como se fosse o último. Viva intensamente. Quantas vezes ouvimos isso ou afirmamos que fazemos isso. E quantas vezes realmente fazemos isso? E como fazemos isso? Como é viver cada dia como se fosse o último ou viver intensamente? Eu já perdi a conta dos adjetivos que me foram atribuídos por viver em alta velocidade.
Sigo minha lógica particular de lidar com o mundo, com as pessoas e com os problemas. Por esse motivo, cheguei à conclusão definitiva que nasci na época errada ou talvez no planeta errado. Você já sabe disso se leu um texto abaixo.
Na última vez que saí na balada, quase morri. Meu amigo me perguntou se eu pensei que o mundo ia acabar naquele sábado. Nos amores eu sigo a lógica de quem pula de bungee jump. Tem um pequeno risco envolvido, no qual a corda pode arrebentar, do lado mais fraco. Mas eu me jogo mesmo. Isso sempre foi difícil pras pessoas entenderem. Porque eu abdico de certas regras na vida e no amor. Prefiro não seguir muitas regras que a maioria segue. O meu roteiro é diferente. No meu mundo não existem dissimulações, nem jogos. Se eu sinto vontade eu falo, se eu gosto, eu digo, se eu amo eu digo. E eu nunca disse “eu te amo” da boca pra fora ou com segundas intenções. Todos foram sinceros. O problema está nas regras e no roteiro. Quem disse que quando a gente diz “eu te amo” tem que ser amor pra casamento? Um bom exemplo são pessoas que não sabem receber um elogio e responder com educação com um simples “obrigado”. Alguns seres que eu conheço acham que é um pedido de casamento. Aquele texto lindo da Veronica Shoffstall, Depois de um tempo, diz muito sobre o que estou tentando falar. E outro texto, atribuído a Arthur da Távola, também diz que amor se vive.
Já pensei se eu tenho um manual ou se é preciso de um pra lidar comigo. Mas acho que não. O problema é mesmo o roteiro e as regras. Ou as pessoas tem medo de velocidade (risos). O importante que vocês devem saber é que eu vivo intensamente mesmo e não sei viver de outra maneira. Eu brigo mesmo quando algo não está certo. E me apaixono mesmo quando me encanto. E me desapaixono quando sinto cheiro podre de coisas que não gosto. Eu não sei o que vai acontecer amanhã e por isso decidi ser completamente livre e dizer “eu te amo” pra quem eu amo e demonstrar todo meu carinho e ajudar sempre que precisarem de ajuda. Esse meu jeito de viver tem seus prós e contras. A maioria do povo sempre vai achar você maluco por ser assim. Ninguém mais entende um simples gesto de carinho ou simplesmente de ajuda. Saibam que comigo só está o que me interessa. Em mim só vive o que me faz bem. De mim você terá o melhor até me mostrar que não quer mais. Pureza e nobreza no coração são essenciais dentro de ti pra conseguir se encontrar comigo. Acima de tudo muita paciência e compreensão pra entender meus defeitos, pra esperar eu chegar e pra aceitar minha velocidade.
Eu tenho um medo das coisas que eu escrevo. Primeiro porque tenho medo da força das minhas palavras. Elas sempre se voltam contra mim. SEMPRE! Eu digo uma coisa e lá vem a mão do destino me mostrar outra coisa. Eu afirmo categoricamente uma coisa e lá vem o dedo apontar ou colocar outra coisa no meu caminho. Segundo porque hoje as pessoas entendem o que bem quiserem. Por isso, quero deixar claro que eu não saio gostando ou dizendo eu te amo pra todas as pessoas que encontro. Eu conheço primeiro e se eu gostar, pronto. Se eu gostar muito, pronto. Paixão acontece e pronto. Fez coisa errada eu fico triste, às vezes falo, às vezes brigo e desgosto com a mesma rapidez. Se não tem reciprocidade, eu simplesmente abandono. Alias reciprocidade é uma coisa rara quando o que prevalece são os interesses. Pare, olhe, escute. Tudo gira em torno dos interesses.
Digo pra vocês que apesar de eu ser intenso, depois de um tempo eu aprendi a desacelerar. E aprendi a ser sutil. E por isso já me apaixonei e ela não ficou sabendo. Já amei e fui tão sutil que ela não percebeu.
Sigo minha lógica particular de lidar com o mundo, com as pessoas e com os problemas. Por esse motivo, cheguei à conclusão definitiva que nasci na época errada ou talvez no planeta errado. Você já sabe disso se leu um texto abaixo.
Na última vez que saí na balada, quase morri. Meu amigo me perguntou se eu pensei que o mundo ia acabar naquele sábado. Nos amores eu sigo a lógica de quem pula de bungee jump. Tem um pequeno risco envolvido, no qual a corda pode arrebentar, do lado mais fraco. Mas eu me jogo mesmo. Isso sempre foi difícil pras pessoas entenderem. Porque eu abdico de certas regras na vida e no amor. Prefiro não seguir muitas regras que a maioria segue. O meu roteiro é diferente. No meu mundo não existem dissimulações, nem jogos. Se eu sinto vontade eu falo, se eu gosto, eu digo, se eu amo eu digo. E eu nunca disse “eu te amo” da boca pra fora ou com segundas intenções. Todos foram sinceros. O problema está nas regras e no roteiro. Quem disse que quando a gente diz “eu te amo” tem que ser amor pra casamento? Um bom exemplo são pessoas que não sabem receber um elogio e responder com educação com um simples “obrigado”. Alguns seres que eu conheço acham que é um pedido de casamento. Aquele texto lindo da Veronica Shoffstall, Depois de um tempo, diz muito sobre o que estou tentando falar. E outro texto, atribuído a Arthur da Távola, também diz que amor se vive.
Já pensei se eu tenho um manual ou se é preciso de um pra lidar comigo. Mas acho que não. O problema é mesmo o roteiro e as regras. Ou as pessoas tem medo de velocidade (risos). O importante que vocês devem saber é que eu vivo intensamente mesmo e não sei viver de outra maneira. Eu brigo mesmo quando algo não está certo. E me apaixono mesmo quando me encanto. E me desapaixono quando sinto cheiro podre de coisas que não gosto. Eu não sei o que vai acontecer amanhã e por isso decidi ser completamente livre e dizer “eu te amo” pra quem eu amo e demonstrar todo meu carinho e ajudar sempre que precisarem de ajuda. Esse meu jeito de viver tem seus prós e contras. A maioria do povo sempre vai achar você maluco por ser assim. Ninguém mais entende um simples gesto de carinho ou simplesmente de ajuda. Saibam que comigo só está o que me interessa. Em mim só vive o que me faz bem. De mim você terá o melhor até me mostrar que não quer mais. Pureza e nobreza no coração são essenciais dentro de ti pra conseguir se encontrar comigo. Acima de tudo muita paciência e compreensão pra entender meus defeitos, pra esperar eu chegar e pra aceitar minha velocidade.
Eu tenho um medo das coisas que eu escrevo. Primeiro porque tenho medo da força das minhas palavras. Elas sempre se voltam contra mim. SEMPRE! Eu digo uma coisa e lá vem a mão do destino me mostrar outra coisa. Eu afirmo categoricamente uma coisa e lá vem o dedo apontar ou colocar outra coisa no meu caminho. Segundo porque hoje as pessoas entendem o que bem quiserem. Por isso, quero deixar claro que eu não saio gostando ou dizendo eu te amo pra todas as pessoas que encontro. Eu conheço primeiro e se eu gostar, pronto. Se eu gostar muito, pronto. Paixão acontece e pronto. Fez coisa errada eu fico triste, às vezes falo, às vezes brigo e desgosto com a mesma rapidez. Se não tem reciprocidade, eu simplesmente abandono. Alias reciprocidade é uma coisa rara quando o que prevalece são os interesses. Pare, olhe, escute. Tudo gira em torno dos interesses.
Digo pra vocês que apesar de eu ser intenso, depois de um tempo eu aprendi a desacelerar. E aprendi a ser sutil. E por isso já me apaixonei e ela não ficou sabendo. Já amei e fui tão sutil que ela não percebeu.
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