Não me decora
Não petisca
Engole
Mergulha
Arrisca
Desmorona
Não me decora
Me lê
Como o teu manual
Me percorre
Como uma estrada sem fim
Me prova
Como uma receita nova
Todos os dias
Não me decora
Só me devasta
Devassa!
domingo, 31 de janeiro de 2010
Hoje
Teu sorriso é o elo perdido
De faces congeladas
Pela ausência de algo humano
Onde a pressa impera
E o tempo não espera.
Nem pensamento
Muito menos sentimento
Menos refletir
Menos olhar
Menos ajudar
Exceto a união
E mais, mais, mais,
Poder e ter
E a linha de seda
Nesse emaranhado, aumenta,
E separa
Justiça e desonestidade
Vitória e decadência
Lágrimas e felicidade
União e separação
Relação não!
Isolamento!
E os males ainda mais nítidos
Em rostos e atitudes
Na nossa atual desumanidade
Que não permite divagar
Pensar
Sentir
E na época do agora
E do antes
A época do eu
Do antes: eu
Onde quem lembra perde
Quem dialoga não lucra
Sua vez não espera
Seu lugar já era
E a corrida termina
Antes que as palavras ocorram
E algo de bom aconteça
No deserto íntimo de cada um
Onde nada é cultivado
A não ser que esteja na moda
E que seja palpável.
De faces congeladas
Pela ausência de algo humano
Onde a pressa impera
E o tempo não espera.
Nem pensamento
Muito menos sentimento
Menos refletir
Menos olhar
Menos ajudar
Exceto a união
E mais, mais, mais,
Poder e ter
E a linha de seda
Nesse emaranhado, aumenta,
E separa
Justiça e desonestidade
Vitória e decadência
Lágrimas e felicidade
União e separação
Relação não!
Isolamento!
E os males ainda mais nítidos
Em rostos e atitudes
Na nossa atual desumanidade
Que não permite divagar
Pensar
Sentir
E na época do agora
E do antes
A época do eu
Do antes: eu
Onde quem lembra perde
Quem dialoga não lucra
Sua vez não espera
Seu lugar já era
E a corrida termina
Antes que as palavras ocorram
E algo de bom aconteça
No deserto íntimo de cada um
Onde nada é cultivado
A não ser que esteja na moda
E que seja palpável.
Felina
Felina da noite
Vagando sozinha
Vou contigo
Até onde meu olhar chegar
Até a escuridão te apagar
Na noite cruel
Nas madrugadas minhas
Palmas frias
Colo vazio
Sede infinita
Felina arredia
Eu desejo teu desejo
Ser seguido pelos teus olhos
Notado pelo teu faro
Sugado pela tua gana
Observado
Apreciado
Degustado
De longe
De perto
Sem ser tocado
Vou fingir que não percebi
Ainda que eu queira,
De uma só vez, me render.
Escorregar na tua língua
E me vestir com você
Vagando sozinha
Vou contigo
Até onde meu olhar chegar
Até a escuridão te apagar
Na noite cruel
Nas madrugadas minhas
Palmas frias
Colo vazio
Sede infinita
Felina arredia
Eu desejo teu desejo
Ser seguido pelos teus olhos
Notado pelo teu faro
Sugado pela tua gana
Observado
Apreciado
Degustado
De longe
De perto
Sem ser tocado
Vou fingir que não percebi
Ainda que eu queira,
De uma só vez, me render.
Escorregar na tua língua
E me vestir com você
sábado, 30 de janeiro de 2010
Chance
Eu sempre dou uma chance
Eu dou uma chance para
Ouvir a verdade
Uma oportunidade para que você a encontre
Uma verdade sem ornamentos
A mentira disfarçada tem a sua ocasião
Quando me coloco nos seus caminhos
Os caminhos intrincados da mentira disfarçada
São tão atraentes
Que eu sempre dou uma chance
Até parece uma tolice adestrada dentro de mim
Que me leva por essa via
Mas a confiança no bem
E na verdade crua
Que um dia ousou existir
É que me fazem escolher ir por ali
E não ficar aqui de fora só olhando
Você se debatendo
Com suas verdades ornamentais
Nessa penosa e angustiante busca
Por algo que valha a pena na sua vida
Agora que percebestes que tudo aquilo
Que vivias era de açúcar
Agora que percebestes o que realmente importa
Continuarei aqui dando chances
A esses seres
Que perderam dentro de si
Aquele jeitinho
Ético, moral e sincero,
De encarar os vaivens da vida.
Eu dou uma chance para
Ouvir a verdade
Uma oportunidade para que você a encontre
Uma verdade sem ornamentos
A mentira disfarçada tem a sua ocasião
Quando me coloco nos seus caminhos
Os caminhos intrincados da mentira disfarçada
São tão atraentes
Que eu sempre dou uma chance
Até parece uma tolice adestrada dentro de mim
Que me leva por essa via
Mas a confiança no bem
E na verdade crua
Que um dia ousou existir
É que me fazem escolher ir por ali
E não ficar aqui de fora só olhando
Você se debatendo
Com suas verdades ornamentais
Nessa penosa e angustiante busca
Por algo que valha a pena na sua vida
Agora que percebestes que tudo aquilo
Que vivias era de açúcar
Agora que percebestes o que realmente importa
Continuarei aqui dando chances
A esses seres
Que perderam dentro de si
Aquele jeitinho
Ético, moral e sincero,
De encarar os vaivens da vida.
Teu
Eu preciso de um exorcista
Ou eu preciso de um anjo...
Não me diga adeus,
Mas não diga que me ama
Eu preciso de um tapa na cara
Ou eu preciso de um beijo...
Não diga que não sabe,
E não diga que não.
Me seqüestra,
Ou me convida...
Não fale que não pensa,
Não fale que não pode...
Ou luta comigo
Ou foge pra sempre
E não volta.
Seja!
Ou desapareça
E não volte.
Eu preciso ser atropelado
Ou eu preciso ser salvo
Não deixe pra depois
Não diga nunca
Eu fico no inferno
Ou vou pro céu
Ou vôo no céu
Me exorcisa
Ou me abençoa
Me bate
Ou me beija
E me leva contigo.
Ou desapareça,
Assim
Eu morro
Neste mundinho
Pra sempre
Ou eu preciso de um anjo...
Não me diga adeus,
Mas não diga que me ama
Eu preciso de um tapa na cara
Ou eu preciso de um beijo...
Não diga que não sabe,
E não diga que não.
Me seqüestra,
Ou me convida...
Não fale que não pensa,
Não fale que não pode...
Ou luta comigo
Ou foge pra sempre
E não volta.
Seja!
Ou desapareça
E não volte.
Eu preciso ser atropelado
Ou eu preciso ser salvo
Não deixe pra depois
Não diga nunca
Eu fico no inferno
Ou vou pro céu
Ou vôo no céu
Me exorcisa
Ou me abençoa
Me bate
Ou me beija
E me leva contigo.
Ou desapareça,
Assim
Eu morro
Neste mundinho
Pra sempre
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Vem
Eu quero que você acredite em mim
Tanto quanto eu não acredito
Eu quero que você venha pra perto de mim
Tanto quanto eu permitir
Vem falar comigo
Todas as palavras do nosso dicionário
Vem fazer pra mim
Todas as receitas de amor
Vem encenar comigo
Tudo o que decoramos
Eu quero que você vá
Só pra mim não te encontrar
E desejar cada sutileza sua
Elevada a máxima potência
Quando eu te encontrar
Insista em mim
Mesmo que eu desista
Teima comigo
Desafia meus instintos
Rasga o velho script!
Tritura todos os conselhos
Queima todas as leis
Exorciza o não, o senão e o se
Vem sem régua
Vem pra mergulhar
Vem pra ser
Tanto quanto somos
Tanto quanto eu não acredito
Eu quero que você venha pra perto de mim
Tanto quanto eu permitir
Vem falar comigo
Todas as palavras do nosso dicionário
Vem fazer pra mim
Todas as receitas de amor
Vem encenar comigo
Tudo o que decoramos
Eu quero que você vá
Só pra mim não te encontrar
E desejar cada sutileza sua
Elevada a máxima potência
Quando eu te encontrar
Insista em mim
Mesmo que eu desista
Teima comigo
Desafia meus instintos
Rasga o velho script!
Tritura todos os conselhos
Queima todas as leis
Exorciza o não, o senão e o se
Vem sem régua
Vem pra mergulhar
Vem pra ser
Tanto quanto somos
Mais eu menos
Tudo o que eu não fiz
E tudo o que deixei
Menos o que eu faço agora
Tudo o que eu sou
Menos tudo o que eu falo
Tudo o que eu não fui
E tudo o que eu quis ser
Menos o que eu sou hoje
Todos os meus desejos
Menos o meu medo
Um caminho inteiro
Um céu inteiro
E todos os ângulos
Menos estes cálculos
As previsões
E as profecias
Menos a imperfeição
Menos todos os destinos
E tudo o que deixei
Menos o que eu faço agora
Tudo o que eu sou
Menos tudo o que eu falo
Tudo o que eu não fui
E tudo o que eu quis ser
Menos o que eu sou hoje
Todos os meus desejos
Menos o meu medo
Um caminho inteiro
Um céu inteiro
E todos os ângulos
Menos estes cálculos
As previsões
E as profecias
Menos a imperfeição
Menos todos os destinos
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O meu sorriso
Cadê aquele sorriso
Que a minha memória me mostra
Aquele sorriso
Que vem de mãos dadas no meu sonho
Onde está aquele sorriso que me encontra
Onde estava meu sonho mais verde
Que trazia cores passadas esquecidas
Aquarela de luzes, sons que produzia alegria
E tornava leve meus calcanhares
E flexível o meu sorriso
E simplificava minha esperança
Cadê aquele sorriso indômito
O fruto juvenil de mais raro encantamento
Símbolo único da nossa aurora
Talvez sorriso solitário num sonho infantil
Vem me avisar da manhã saborosa do domingo
Da manhã perfumada de um dia virgem
Da felicidade urgente que me chama
Da felicidade desesperada pela minha compania
Aquele sorriso
Que vem de mãos dadas no meu sonho
Ser independente dos meus falsos risos
Amortecer o sorriso fúnebre
Ou ensinar a derrota a sorrir junto
Aquele sorriso vem encravar sua raiz
Em algum lugar que ainda não encontrei
Que a minha memória me mostra
Aquele sorriso
Que vem de mãos dadas no meu sonho
Onde está aquele sorriso que me encontra
Onde estava meu sonho mais verde
Que trazia cores passadas esquecidas
Aquarela de luzes, sons que produzia alegria
E tornava leve meus calcanhares
E flexível o meu sorriso
E simplificava minha esperança
Cadê aquele sorriso indômito
O fruto juvenil de mais raro encantamento
Símbolo único da nossa aurora
Talvez sorriso solitário num sonho infantil
Vem me avisar da manhã saborosa do domingo
Da manhã perfumada de um dia virgem
Da felicidade urgente que me chama
Da felicidade desesperada pela minha compania
Aquele sorriso
Que vem de mãos dadas no meu sonho
Ser independente dos meus falsos risos
Amortecer o sorriso fúnebre
Ou ensinar a derrota a sorrir junto
Aquele sorriso vem encravar sua raiz
Em algum lugar que ainda não encontrei
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
10 controlados
No final do ano de 2009 eu percebi um alvoroço muito grande em torno do novo ano que estava por começar. Dois mil e dez. 2010. Talvez pelos dois últimos dígitos, 10. Expectativas foram criadas, o prêmio acumulado da mega sena também contribuiu para a excitação das pessoas. Era só mais um ano chegando, eu pensei. E 2010 chegou. As catástrofes arrasadoras e mortais vieram com toda a força. A grande maioria das pessoas começou o ano muito “pilhada”. Um bom exemplo disso é o programa Big Brother Brasil. Acho que desde a escolha dos participantes pelos responsáveis, a entrada deles na casa, os primeiros dias de convivência e a divisão em tribos. Três participantes homossexuais, famosos virtuais, dois ex-participantes, uma policial, uma dentista e uma “intelectual” começaram pilhados na décima edição do programa valendo o inédito prêmio de um milhão e meio de reais. Várias máscaras sendo colocadas, discussões apimentadas e polêmicas gerando discussões e controvérsias aqui fora. Tudo isso está acontecendo porque o ano é 2010? Ou porque é 2010 que tudo isso está acontecendo? Ou... não tem nada a ver uma coisa com a outra? É janeiro. Esperemos o resto do ano pra ver o que acontecerá.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
As três peneiras
Um rapaz procurou Sócrates e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém.
Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
Três peneiras?
Sim. A primeira é a verdade. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade. Deve então passar pela segunda peneira: a Bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?
Se o que você quer contar é verdade. É coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a Necessidade . Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
E arremata Sócrates:
Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.
Eu li aqui: http://sudefaveri.blogspot.com
Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
Três peneiras?
Sim. A primeira é a verdade. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade. Deve então passar pela segunda peneira: a Bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?
Se o que você quer contar é verdade. É coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a Necessidade . Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
E arremata Sócrates:
Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.
Eu li aqui: http://sudefaveri.blogspot.com
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Chicote
Eu tenho um código de ética próprio. Além daquelas regrinhas básicas que a gente aprende, eu tenho algumas coisas que não gosto ou me recuso a fazer. Não sei se mais alguém é assim, mas eu sou. Deve ser por isso que algumas pessoas me enojam as vezes. Deve ser por isso que eu cheguei a conclusão de que sou de outro planeta. Porem, eu vivo desafiando o meu código de ética. Mas não é um desafio proposital. Explicando melhor, eu vivo batendo de frente com ele. “A língua é o chicote da bunda”. Meu Deus, este deve ser um dos principais lemas da minha vida. Eu to pra conhecer uma pessoa que faz afirmações e logo depois, virando a esquina, se depara com aquilo que disse, como se fosse um desafio, acompanhado da frase: “e agora?”.
Eu sei que eu me conheço muito bem. Não cem por cento, mas uma grande parcela de mim mesmo eu já desvendei. Culpa de 3 anos de faculdade de Psicologia, algumas sessões de análise, da minha inteligência, da minha autovigilância (presto muita atenção em mim, em tudo que eu penso, faço, e nos porquês) e da minha autocrítica severa. Eu sempre procuro ser alguém melhor. Todos os dias. Sei dos meus defeitos e sou teimoso em aceitar outros. Tento não ser hipócrita, ser sincero com meus pensamentos e sentimentos e não me contradizer. Pra viver melhor, e me relacionar melhor com as pessoas eu tinha decidido deixar meu passado no passado. Não demora muito pra mim receber uma mensagem no celular de uma ex-namorada minha que eu amei muito mas que me deixou sabe-se lá porque. Se diz muito arrependida e muito burra por ter feito o que fez. Se diz apaixonada e me chama de amor. Lembrou de tudo que fizemos e fez planos pro futuro. Eu sempre disse que voltar com ex-namoradas eu nunca faria. A pessoa já teve a sua chance. “isso é coisa que eu jamais vou fazer”. Bom, eu não voltei com ela ainda. Mas é difícil não balançar. Eu amei muito ela. Mas o que ela fez foi muito grave, foi muito sério. Resumindo: Mentir pra mim que tinha ido pra Alemanha. Eu, é claro, acreditei. A principio, ou no principio eu sempre acredito nas pessoas. Ela ainda estava morando na cidade dela. Encontrei ela pelo Orkut. A mágoa, a tristeza e a decepção foram enormes. Eu nunca mais fui o mesmo depois daquilo. Eu exijo o melhor das pessoas sempre, porque no país em que vivemos, com toda a falta de ética e tudo de ruim de que temos conhecimento, é o mínimo que posso exigir. Em breve vou saber se vou apanhar do chicote da língua. Provavelmente nesse caso não. Já chega o que eu apanho no dia-a-dia com coisas que eu digo que sou contra, que não gosto e elas sempre se apresentam pra mim como uma tentação. Quando acontece isso eu dou risada, olho lá pra cima e sigo em frente.
PS: provavelmente algum assunto ou frase tratado acima já deve ter sido abordado nesse blog. ignorem.
Eu sei que eu me conheço muito bem. Não cem por cento, mas uma grande parcela de mim mesmo eu já desvendei. Culpa de 3 anos de faculdade de Psicologia, algumas sessões de análise, da minha inteligência, da minha autovigilância (presto muita atenção em mim, em tudo que eu penso, faço, e nos porquês) e da minha autocrítica severa. Eu sempre procuro ser alguém melhor. Todos os dias. Sei dos meus defeitos e sou teimoso em aceitar outros. Tento não ser hipócrita, ser sincero com meus pensamentos e sentimentos e não me contradizer. Pra viver melhor, e me relacionar melhor com as pessoas eu tinha decidido deixar meu passado no passado. Não demora muito pra mim receber uma mensagem no celular de uma ex-namorada minha que eu amei muito mas que me deixou sabe-se lá porque. Se diz muito arrependida e muito burra por ter feito o que fez. Se diz apaixonada e me chama de amor. Lembrou de tudo que fizemos e fez planos pro futuro. Eu sempre disse que voltar com ex-namoradas eu nunca faria. A pessoa já teve a sua chance. “isso é coisa que eu jamais vou fazer”. Bom, eu não voltei com ela ainda. Mas é difícil não balançar. Eu amei muito ela. Mas o que ela fez foi muito grave, foi muito sério. Resumindo: Mentir pra mim que tinha ido pra Alemanha. Eu, é claro, acreditei. A principio, ou no principio eu sempre acredito nas pessoas. Ela ainda estava morando na cidade dela. Encontrei ela pelo Orkut. A mágoa, a tristeza e a decepção foram enormes. Eu nunca mais fui o mesmo depois daquilo. Eu exijo o melhor das pessoas sempre, porque no país em que vivemos, com toda a falta de ética e tudo de ruim de que temos conhecimento, é o mínimo que posso exigir. Em breve vou saber se vou apanhar do chicote da língua. Provavelmente nesse caso não. Já chega o que eu apanho no dia-a-dia com coisas que eu digo que sou contra, que não gosto e elas sempre se apresentam pra mim como uma tentação. Quando acontece isso eu dou risada, olho lá pra cima e sigo em frente.
PS: provavelmente algum assunto ou frase tratado acima já deve ter sido abordado nesse blog. ignorem.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Pra começar bem
Eu sei que eu não sou o que você sempre sonhou.
Sei que quando você me olha, você pensa que sou inocente e que não sou capaz de fazer nada.
Sei que depois de me conhecer você pensa que sou um leão capaz de acasalar com todas as leoas da selva.
Mas na verdade eu sou um daqueles cães, carentes, fiéis e leais, dedicado e disposto a tudo pela sua dona.
Eu sou exatamente assim. Não sou inocente nem sou um leão. Eu sou de uma só pra vida toda.
Eu tenho minhas PRE-FE-RÊN-CIAS. Eu tenho minhas opiniões. Tenho caráter. Tenho meus conceitos. Algumas vezes eu apanho do chicote da língua. E aprendo rápido quando acontece isso.
Para amar, aprendi o suficiente pra não confiar em pessoas que tem dificuldade pra confiar. Não confiar em mulheres frescas. Não confiar em mulheres que se acham gordas e feias porque elas tem auto-estima baixa e vão pra academia pra se sentirem padronizadas, enquadradas e aceitas. E fazem cada coisa pra sentirem que gostam delas. E por isso eu até posso ficar o resto da vida com uma gordinha gostosa, mas que ela seja feliz e tenha caráter.
Me odeie. Me ame. Mas antes, tenha uma razão para qualquer um dos dois sentimentos.
Não ame ou odeie sem chegar perto.
Eu tenho muitos defeitos. Eu conheço eles. Eu brigo muito com eles. Eu sou um brigão. Brigo até quando gosto de alguém.
Minha natureza é vasta. Vai de brigão até curioso, passando por sensível, crítico, inconformado e algumas outras características desvendáveis com o tempo ou lidas ali ao lado no meu perfil.
As vezes me acho chato, que nem consigo me suportar. As vezes me sou tão insuportável que nem no espelho consigo me olhar.
Já cheguei a conclusão que sou feio. Mas um feio com muitas qualidades.
Sou complicado. Não sou fácil de lidar. Sou o pé que briga com o chinelo. A panela que derruba a tampa. Quem sabe seja porque ainda não encontrei quem tem o meu manual de instruções.
Se você ficou confuso ao ler este texto, nele eu falei de mim, de mulheres e de relações.
Volto quando a inspiração melhorar e eu puder escrever algo que preste e de preferência que tenha um assunto só.
Sei que quando você me olha, você pensa que sou inocente e que não sou capaz de fazer nada.
Sei que depois de me conhecer você pensa que sou um leão capaz de acasalar com todas as leoas da selva.
Mas na verdade eu sou um daqueles cães, carentes, fiéis e leais, dedicado e disposto a tudo pela sua dona.
Eu sou exatamente assim. Não sou inocente nem sou um leão. Eu sou de uma só pra vida toda.
Eu tenho minhas PRE-FE-RÊN-CIAS. Eu tenho minhas opiniões. Tenho caráter. Tenho meus conceitos. Algumas vezes eu apanho do chicote da língua. E aprendo rápido quando acontece isso.
Para amar, aprendi o suficiente pra não confiar em pessoas que tem dificuldade pra confiar. Não confiar em mulheres frescas. Não confiar em mulheres que se acham gordas e feias porque elas tem auto-estima baixa e vão pra academia pra se sentirem padronizadas, enquadradas e aceitas. E fazem cada coisa pra sentirem que gostam delas. E por isso eu até posso ficar o resto da vida com uma gordinha gostosa, mas que ela seja feliz e tenha caráter.
Me odeie. Me ame. Mas antes, tenha uma razão para qualquer um dos dois sentimentos.
Não ame ou odeie sem chegar perto.
Eu tenho muitos defeitos. Eu conheço eles. Eu brigo muito com eles. Eu sou um brigão. Brigo até quando gosto de alguém.
Minha natureza é vasta. Vai de brigão até curioso, passando por sensível, crítico, inconformado e algumas outras características desvendáveis com o tempo ou lidas ali ao lado no meu perfil.
As vezes me acho chato, que nem consigo me suportar. As vezes me sou tão insuportável que nem no espelho consigo me olhar.
Já cheguei a conclusão que sou feio. Mas um feio com muitas qualidades.
Sou complicado. Não sou fácil de lidar. Sou o pé que briga com o chinelo. A panela que derruba a tampa. Quem sabe seja porque ainda não encontrei quem tem o meu manual de instruções.
Se você ficou confuso ao ler este texto, nele eu falei de mim, de mulheres e de relações.
Volto quando a inspiração melhorar e eu puder escrever algo que preste e de preferência que tenha um assunto só.
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