sábado, 8 de agosto de 2009

Coisa de cinema

E se eu navegar um oceano eu encontrarei?

E se eu atravessar o deserto?

E se eu regar uma flor?

Já me entreguei, me apaixonei, jurei que amei, já pronunciei vários versos, mantras, já entrei em exatase e já tive certeza que era você.
Mas um sol forte sempre derretia, a correnteza arrastava e o vento levava.

E o meu amor implacável, o meu amor imbativel, o meu amor sublime escapava. Não escapava porque com o tempo vi que eu ainda não o tivera.
Minha amiga cúmplice companheira mulher feminina não havia chegado.
Isso é coisa de cinema?
Vou acordar deste sonho doentio no qual eu espero um amor simples assim na sua maneira mais bruta, na sua forma mais pura, onde se amar basta e não são necessárias posições, modelos, degraus e padrões. Onde eu não sou um troféu pra ser exibido.

Nenhum comentário:

Seguidores